Os desafios da geração Z no mercado de trabalho

A geração Z, formada por indivíduos nascidos entre 1995 até 2010, é uma geração impactada por um cenário de transformações constantes, como os avanços tecnológicos, a popularização da internet banda larga e, até mesmo, a crise econômica que coincide com o período de entrada de parte desses jovens no mercado de trabalho.

Se você está neste grupo, provavelmente irá se identificar com alguns pontos desse texto. De acordo com especialistas em comportamento de consumo, essa é uma geração que costuma ser mais fluida e realista. Eles se diferenciam da Geração Y, conhecidos por serem mais questionadores. Além disso, enquanto os “Millenials”, que nasceram entre 1980 e 1995, dão mais valor às experiências, os chamados “nativos digitais” priorizam a verdade e a ética.

Algumas habilidades caracterizam a geração Z: são extremamente criativos, simplificadores, têm um olhar multidisciplinar, são autodidatas (você certamente conhece ou é um jovem que aprendeu a utilizar HTML para fazer layout de blog ou aprimorou um idioma jogando videogame) e conseguem se adaptar com mais facilidade em cenários de mudanças.

De acordo com a plataforma Xerpay, até 2025, a expectativa é de que a Geração Z faça parte de 75% de toda a população profissional. Mas, apesar de todas essas habilidades, consideradas interessantes para o mundo corporativo, essa geração enfrenta muitos desafios, devido às suas particularidades. Entenda:

Preferência por organizações que ofereçam flexibilidade

Nem todas as empresas possuem um perfil flexível. As empresas com uma cultura organizacional mais “quadrada” geralmente não atraem esse público. A exigência e a seletividade pode ser um empecilho.

Priorizam o desenvolvimento qualitativo e a auto realização

Os jovens da Geração Z costumam demonstrar fidelidade às empresas que os desafiam e trabalham o seu desenvolvimento de forma qualitativa. Porém, não pensam duas vezes em pedir demissão, principalmente quando consideram que a empresa pressiona apenas por resultados. Eles priorizam muito mais a auto realização à remuneração.

Batem de frente com o tradicionalismo

A Geração Z simplesmente não conhece o mundo sem aparelhos móveis e internet e, por isso, são impacientes com a dificuldade dos mais experientes com a tecnologia. A impulsividade é um ponto que pode gerar conflitos e nem todos os gestores estão preparados para lidar com essa característica. Além disso, buscam organizações engajadas em pautas socioambientais.

Possuem perfil empreendedor, mas se deparam com a burocracia

No geral, o profissional da Geração Z possui um perfil empreendedor. Isso é bom para empresas que buscam perfis proativos, por exemplo. Mas quando dão um passo para se tornarem donos de seus próprios negócios, se deparam com toda burocracia, o que pode ser desanimador, devido à impaciência gerada pelo perfil simplificador.

Todos esses desafios apontam para uma intenção de adaptação das organizações, que estão, cada vez mais, estudando os critérios de atração e retenção dos profissionais da Geração Z. O artigo “Olhar de consumidor”, publicado pela revista Meio & Mensagem, destaca que objetivo dessas empresas é buscar garantir que as expectativas sejam atendidas, com planos de carreiras especializados e ambientes propícios para o desenvolvimento profissional.

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